
2025 Relatório anual

2025 Relatório anual


Antes de começar, gostaria de pedir licença… para soprar.
Soprar como sopra o vento que atravessa a Amazônia. Um vento antigo e atual, que carrega memória e direção. Em 2025, ele ganhou ainda mais força. Foi o ano em que a COP 30 trouxe o mundo para perto da floresta e a colocou no centro das decisões.
Sopro de um território que ensina, há séculos, que nada vive sozinho, onde o rio conversa com a terra, a árvore sustenta o céu, o banzeiro* anuncia movimento antes mesmo que ele se revele e a pororoca** mostra que forças distintas podem se encontrar e redesenhar o curso das águas.
2025 foi ano de encontro.
Encontro de vozes e saberes, de ciência e ancestralidade, de governos, organizações, empresas, povos indígenas, juventudes e comunidades que decidiram assumir responsabilidade pelo futuro. Soprei esperança. Uma esperança concreta, que nasce quando compromissos se transformam em metas e metas se transformam em ação. Quando a floresta deixa de ser cenário e passa a ser reconhecida como sujeito, sistema vivo e parte essencial da estabilidade climática, econômica e social do planeta.
Também soprei um aviso: desenvolvimento precisa caminhar com preservação, crescimento exige equilíbrio e o mundo é maior do que a experiência humana. Rios regulam o clima, solos armazenam carbono, espécies mantêm ciclos invisíveis e territórios guardam saberes fundamentais. Há também os seres encantados, reconhecidos por tantas culturas como parte viva da existência. Pensar além do humano é maturidade. É reconhecer que fazemos parte de uma rede maior e interdependente.
Sopro propósito. Propósito de construir soluções sistêmicas, articular diferentes recursos, integrar conhecimento técnico e saber tradicional, transformar compromissos internacionais em ações territoriais e fortalecer a conexão entre justiça climática, justiça social e democracia. O vento não age sozinho.
Ele movimenta, conecta e espalha sementes.
Este relatório nasce desse movimento, das articulações que se fortaleceram, dos aprendizados que se consolidaram e das experiências que mostram que agir com coragem e colaboração produz resultados concretos.
2025 foi um ano de direção clara, escolhas mais conscientes e decisões voltadas ao longo prazo.
O desafio é grande, e a capacidade de resposta também está crescendo.
Sigo soprando.
Que as próximas páginas sejam lidas com essa mesma energia: consciência da urgência acompanhada de esperança, atenção aos alertas acompanhada de ação e a convicção de que um mundo melhor nasce do movimento coletivo.
E o movimento já começou.
Ouça o poema:
- ThePlus Audio
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Antes de começar, gostaria de pedir licença… para soprar.
Soprar como sopra o vento que atravessa a Amazônia. Um vento antigo e atual, que carrega memória e direção. Em 2025, ele ganhou ainda mais força. Foi o ano em que a COP 30 trouxe o mundo para perto da floresta e a colocou no centro das decisões.
Sopro de um território que ensina, há séculos, que nada vive sozinho, onde o rio conversa com a terra, a árvore sustenta o céu, o banzeiro* anuncia movimento antes mesmo que ele se revele e a pororoca** mostra que forças distintas podem se encontrar e redesenhar o curso das águas.
2025 foi ano de encontro.
Encontro de vozes e saberes, de ciência e ancestralidade, de governos, organizações, empresas, povos indígenas, juventudes e comunidades que decidiram assumir responsabilidade pelo futuro.
Soprei esperança. Uma esperança concreta, que nasce quando compromissos se transformam em metas e metas se transformam em ação. Quando a floresta deixa de ser cenário e passa a ser reconhecida como sujeito, sistema vivo e parte essencial da estabilidade climática, econômica e social do planeta.
Também soprei um aviso: desenvolvimento precisa caminhar com preservação, crescimento exige equilíbrio e o mundo é maior do que a experiência humana. Rios regulam o clima, solos armazenam carbono, espécies mantêm ciclos invisíveis e territórios guardam saberes fundamentais.
Há também os seres encantados, reconhecidos por tantas culturas como parte viva da existência. Pensar além do humano é maturidade. É reconhecer que fazemos parte de uma rede maior e interdependente.
Sopro propósito. Propósito de construir soluções sistêmicas, articular diferentes recursos, integrar conhecimento técnico e saber tradicional, transformar compromissos internacionais em ações territoriais e fortalecer a conexão entre justiça climática, justiça social e democracia.
O vento não age sozinho.
Ele movimenta, conecta e
espalha sementes.
Este relatório nasce desse movimento, das articulações que se fortaleceram, dos aprendizados que se consolidaram e das experiências que mostram que agir com coragem e colaboração produz resultados concretos.
2025 foi um ano de direção clara, escolhas mais conscientes e decisões voltadas ao longo prazo.
O desafio é grande, e a capacidade de resposta também está crescendo.
Sigo soprando.
Que as próximas páginas sejam lidas com essa mesma energia: consciência da urgência acompanhada de esperança, atenção aos alertas acompanhada de ação e a convicção de que um mundo melhor nasce do movimento coletivo.
E o movimento já começou.
Ouça o poema:
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Foto: Arquivo pessoal
A escolha da narrativa:
sentir
e agir
A natureza ganha voz por meio do nosso conselheiro Maickson.
Maickson Serrão é do povo Tupinambá, jornalista, mestre em Ciências Humanas pela Universidade do Estado do Amazonas e doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Criador do podcast Pavulagem, que dá voz a histórias e saberes da Amazônia, tornou-se referência ao fortalecer a tradição oral e a cultura dos povos da floresta. É também TED Speaker, autor do livro infantil “A Mãe da Mata”, e produtor da animação “Origem da Noite”, inspirada em narrativas do povo Sateré-Mawé.

Foto: Arquivo pessoal
A escolha da narrativa:
sentir
e agir
A natureza ganha voz por meio do nosso conselheiro Maickson.
Maickson Serrão é do povo Tupinambá, jornalista, mestre em Ciências Humanas pela Universidade do Estado do Amazonas e doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Criador do podcast Pavulagem, que dá voz a histórias e saberes da Amazônia, tornou-se referência ao fortalecer a tradição oral e a cultura dos povos da floresta. É também TED Speaker, autor do livro infantil “A Mãe da Mata”, e produtor da animação “Origem da Noite”, inspirada em narrativas do povo Sateré-Mawé.

