O fato de o Instituto Beja nomear como “parceiros” as organizações para as quais realiza doações diz muito sobre o tipo de relação que a instituição deseja construir com seus grantees.
Entre os valores fundamentais e indispensáveis que balizam sua atuação estão o respeito, a escuta, a empatia, o pertencimento, o acolhimento, a resiliência, a responsabilidade, o sonho, o afeto, a curiosidade e a inovação.
Em outras palavras, o Instituto Beja deixa claro, em seu manifesto, a importância de promover espaços de encontro, diálogo, troca de experiências e trajetórias em um caminhar conjunto e colaborativo, no qual cada instituição contribui com seus policapitais, movimento essencial para a promoção de mudanças efetivas diante de desafios complexos.
Para isso, escolhe organizações que, além de atuarem em temáticas alinhadas aos seus Eixos Programáticos, também se alinham aos objetivos da instituição em suas missões e visões.
A própria escolha das temáticas prioritárias para a atuação do Beja também contribui nesse processo de construção de relações com organizações parceiras, que identificam no Instituto uma organização aliada às suas agendas.
“Se a nossa escolha de parceiros é bem feita, a relação flui. A colaboração não é algo escrito ou pré-articulado, ela vai acontecendo com o desenvolvimento dessa relação a partir de um contato transparente e honesto, partindo muito do nosso lugar de um apoio institucional e livre, sem grandes cobranças de métrica, entendendo e querendo fortalecer a missão e visão dos nossos parceiros.”
Maria Vogt
Diretora de Parcerias Estratégicas e Inovação
e Membro do Comitê Executivo do Instituto Beja
“Quando escolhemos os Eixos Democracia e Justiça Racial, não o fazemos apenas por reconhecermos sua relevância para a sociedade brasileira. Trata-se de agendas com as quais mantemos um profundo compromisso ético e político. Nesse sentido, muitos parceiros nos reconhecem como aliados políticos.”
Marcio Black
Diretor de Programas e Membro
do ComitêExecutivo do Instituto Beja
A seleção das organizações
e o processo de monitoramento
O processo de planejamento estratégico e de revisão programática das bases de atuação do Instituto, realizado em abril de 2025, incluiu também uma análise cuidadosa dos critérios de seleção de organizações parceiras para o recebimento de apoios financeiros do Instituto Beja.
O que teve início como um instinto da fundadora Cristiane Sultani foi, ao longo do tempo, estruturado em um processo formal de governança.
Atualmente, com base nessa nova governança, o Instituto Beja atua prioritariamente por meio da identificação direta de parceiros, a partir da realização de convites.
Entretanto, também está aberto e tem interesse em conhecer novas iniciativas alinhadas a seus Eixos Programáticos, estando disponível para avaliar a possibilidade de grants a partir de pedidos que chegam ao e-mail institucional, além de considerar a circulação e os contatos realizados pela equipe Beja como uma forma de mapear possíveis novos parceiros.
O acompanhamento das instituições é outro ponto que merece destaque. Por mais que o Beja já adotasse, desde sua criação, uma postura de colaboração e cooperação com seus parceiros, priorizando a confiança e o diálogo transparente, esse posicionamento também fica mais claro e estruturado a partir do planejamento estratégico de abril de 2025.
Distanciando-se do lugar de solicitar relatórios periódicos detalhados às organizações, o Instituto realiza reuniões trimestrais – que são sistematizadas para uma análise posterior –, bem como dois encontros formais ao ano com cada parceiro, a fim de mapear os avanços e as dificuldades de cada um.
“A escolha pela construção de uma relação dialógica e de confiança no longo prazo é uma prova de conceito para a filantropia brasileira, para que outras entidades filantrópicas possam entender como isso contribui para o aprimoramento do investimento. Muitas instituições brasileiras pensam que, para um grantmaking ser bem feito e efetivo, precisa de um nível de controle e acompanhamento quase microgerencial, com relatórios excessivos, que geram um trabalho gigantesco e não mensurado em termos financeiros para as organizações apoiadas, o que, na minha opinião, é muito ineficiente.”
Graciela Selaimen
Fundadora e Diretora Executiva do Instituto Toriba, Consultora e Membro do Comitê Executivo do Instituto Beja
A instituição tem como foco a busca por organizações:
• De fora do eixo Rio-São Paulo, a fim de ampliar a diversidade regional dos parceiros;
• Alinhadas à sua missão e visão;
• Com temáticas e agendas afins;
• Diversas e que, de alguma forma, também experimentam e exploram novos caminhos;
• Disponíveis para a construção de uma relação com o Beja a partir de um diálogo aberto, transparente e franco;
• Estruturadas para receber um apoio de médio prazo (de três a cinco anos);
• Aptas a receberem grants de ticket médio de R$ 200 mil. O Instituto Beja prioriza instituições para as quais o financiamento fará uma real diferença.
Clique nos botões abaixo e conheça todas as organizações que fizeram parte do Portfólio do Instituto Beja em 2025:

