Fundo Agbara – Apoio ao Núcleo
de Pesquisa
da Mulher Preta


Foto: Luis Gaspar
Criado em 2020 a fim de mitigar a crise sanitária que atingiu a todos, mas que também aprofundou as desigualdades socioeconômicas enfrentadas historicamente por mulheres negras, o Fundo Agbara tem como missão lutar por justiça econômica e promoção do exercício dos direitos econômicos de mulheres negras. Baseada em valores como antirracismo e ancestralidade, a organização visa uma população negra emancipada a partir do exercício pleno da cidadania e dos direitos econômicos.
Apoiar a criação do Núcleo de Pesquisa e Memória da Mulher Negra, com o objetivo de sistematizar, produzir e difundir dados e informações que contribuam para a equidade racial e de gênero, sobretudo para as mulheres negras brasileiras e para o desenvolvimento do campo da filantropia e do investimento social privado voltados para esse público.
Produção de dados e conhecimentos do campo antirracista;
Pautando e incidindo em políticas públicas para mulheres negras em frentes diversas;
Estímulo à democratização do acesso ao investimento social privado e à filantropia, colocando o recorte racial como prioridade na distribuição de recursos;
Incentivo ao desenvolvimento de uma filantropia mais inclusiva e representativa.
Em 2025:
R$ 300.000
Aporte total:
R$ 900.000
2024 a 2027
“2025 foi um ano em que o Fundo Agbara se dedicou de forma estratégica ao seu fortalecimento institucional. A partir da parceria com o Instituto Beja, aprendemos, sobretudo, a importância
de investir de forma intencional na construção de relacionamentos estratégicos. A atuação conjunta evidenciou como alianças bem construídas ampliam a capacidade de influência institucional
e potencializam o alcance das agendas políticas defendidas pelo Fundo Agbara. Outro aprendizado relevante foi o valor do diálogo com organizações que acumulam trajetórias consolidadas no campo, como no debate sobre Filantropia Negra realizado ao lado do Fundo Baobá. Esses encontros demonstraram como a troca entre instituições fortalece o campo, amplia repertórios e contribui para a construção de alianças duradouras, fundamentais para o avanço de agendas estruturantes de equidade racial.”
Jéssica Gonçalves
Gerente de Projetos e Fortalecimento Institucional do Fundo Agbara
Iracema Souza
Gerente de Conhecimento e Advocacy do Fundo Agbara
Instituto Commbne – Comunicação baseada em Inovação, Raça e Etnia


Foto: Acervo Instituto Commbne
Organização brasileira cuja missão é promover a justiça racial, por meio da comunicação e da educação enquanto direitos humanos, mobilizando e ecoando as vozes das populações vulnerabilizadas. Fundado em 2019, o Instituto almeja ser referência internacional na promoção da comunicação como direito humano, fortalecendo a equidade e a inclusão das populações afrodescendentes em espaços políticos, culturais e institucionais.
Disseminar ideias inovadoras sobre raça e etnia no contexto da diáspora africana, contribuir para a formação de estudantes e profissionais da área e incentivar o intercâmbio de experiências e narrativas, fortalecendo uma rede unificada e inclusiva.
- Incentivo a comunicadores com discursos antirracistas para partilharem suas narrativas e perspectivas sobre formas, importância e papel fundamental da comunicação para garantia de direitos;
- Capacitação e promoção de cursos profissionalizantes, livres e de extensão, direcionados para comunicadores formados ou não, pessoas com interesse em comunicação e/ou que queiram se tornar comunicadores;
- Programa de aceleração de estudantes de comunicação (graduandos) no tema “Diáspora negra: midiativismo, comunicação e antirracismo”.
Em 2025:
R$ 150.000
Aporte total:
R$ 150.000
2025
“O apoio institucional do Instituto Beja é fundamental para a existência, o fortalecimento
e a continuidade do Instituto Commbne. Como um dos nossos primeiros financiadores institucionais, o Beja ofereceu segurança, estabilidade e confiança para que fosse possível estruturar a organização, ampliar a equipe, consolidar uma sede equipada e desenvolver nossas ações com maior planejamento e previsibilidade, rompendo um histórico de insegurança institucional que marca muitas organizações negras. O financiamento restrito a projetos específicos ainda impõe desafios à estabilidade institucional, o que torna o apoio institucional do Instituto Beja um diferencial estratégico, reforçando de forma concreta a importância do investimento institucional de longo prazo em organizações negras. A parceria foi fundamental para o fortalecimento
da credibilidade institucional da Commbne, contribuindo para o reconhecimento público e para
a ampliação da confiança de financiadores e parceiros estratégicos, o que nos possibilitou
a captação de novos recursos e a expansão das ações da organização. Além disso, a parceria também aprofundou nossa compreensão sobre o valor de relações baseadas na escuta qualificada,
no respeito à autonomia das organizações e na construção colaborativa.”
Midiã Noelle
Diretora geral do Instituto Commbne
Fundo Indígena Rutî

Foto: Acervo fotográfico Fundo Indígena Rutî – CIR
Criado pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR), o Fundo Indígena Rutî nasce da necessidade de fortalecer o desenvolvimento sustentável das comunidades, garantindo a ocupação e a proteção dos territórios através do financiamento de projetos, respeitando a realidade e o modo de vida dos povos indígenas. A iniciativa visa assegurar a proteção da biodiversidade e fortalecer também a resiliência climática com as iniciativas, impactando positivamente os territórios.
Promover e potencializar o fortalecimento das comunidades indígenas, seus modos de vida e a sustentabilidade econômica dos territórios indígenas de Roraima.
Apoio a projetos familiares, comunitários e regionais na área de atuação do Conselho Indígena de Roraima.
Em 2025:
R$ 425.000
Aporte total:
R$ 425.000
2025
“O Instituto Beja foi um dos doadores da primeira chamada do Fundo Indígena Rutî, contribuindo de forma concreta para que esse modelo se tornasse realidade. A relação com o Beja reforçou que apoiar povos indígenas não é apenas financiar projetos, mas construir vínculos baseados
no respeito, na transparência e na disposição para aprender conjuntamente. Entendemos que essa relação é um processo em construção, que exige tempo para que as partes se conheçam, compreendam seus universos, seus ritmos e suas formas de atuação. Acreditamos que, a partir dessa parceria, o Beja também tem a oportunidade de acessar e compreender outras realidades, outros modos de relação com o território, com a natureza e com o cuidado da vida, perspectivas fundamentais em um contexto de crise climática. Os territórios indígenas seguem sendo espaços estratégicos de proteção da biodiversidade e do equilíbrio climático, e apoiar mecanismos indígenas é fortalecer soluções concretas para desafios globais.”
Josimara Baré
Coordenadora do Fundo Indígena Rutî


